Diário de um sedutor- kierkegaard
“Adivinha-se logo ao olhar-te, minha pequena, existe qualquer coisa no teu
olhar...
Embora calma, modesta e
simples, tem inconscientemente si própria, uma enorme exigência.
Tudo isto me
impressionou hoje , ao vê-la...
Ela não é uma rapariguinha insignificante que se
desfaça entre os dedos, nem tão frágil que quase se tenha medo de a ver
quebrar-se se a olhamos;
mas não é também uma flor de estufa cheia de
pretensões.
A sua alma é apaixonada, violenta e , sem que reflexões insensatas e vãs a tenham despertado para as
coisas estranha, ela sente uma necessidade do que é excepcional.
A minha ironia
a proposito da maldade dos homens, o meu troçar da sua covardia e morna
indolência, interessam-na.”
“Ela
gosta, segundo creio, de conduzir o carro do Sol através da abobada celeste,
de
se aproximar demasiado da terra e queimar um pouco os homens..."
“Quantas coisas ela tem a dizer e como os seus olhos me mostram facilmente os
progressos que tem feito...
ela deve sentir-se livre, o amor apenas se encontra
na liberdade,
apenas nela pode existir a recreação e o divertimento eteno.”
“Ela nunca deverá constituir para mim uma prisão física, nem uma obrigação
moral.
Entre nos dois apenas deve reinar o efeito próprio da liberdade.
Ela
deve ser suficientemente leve para que eu a possa erguer com o braço
estendido”

Comentários
Postar um comentário
Obrigado por dividir comigo o seu gosto por poesia , filosofia e musica