Estado de Poesia
Para viver em estado de poesia Me entranharia nestes sertões de você Para deixar a vida que eu vivia De cigania antes de te conhecer De enganos livres que eu tinha porque queria Por não saber que mais dia menos dia Eu todo me encantaria pelo todo do seu ser Pra misturar meia-noite, meio-dia E enfim saber que cantaria a cantoria Que há tanto tempo queria A canção do bem querer É belo, vês o amor sem anestesia Dói de bom, arde de doce Queima, acalma Mata, cria Chega tem vez que a pessoa que enamora Se pega e chora do que ontem mesmo ria Chega tem hora que ri de dentro pra fora Não fica nem vai embora É o estado de poesia Chega tem hora que ri de dentro pra fora Não fica nem vai embora É o estado de poesia Para viver em estado de poesia Me entranharia nestes sertões de você Para deixar a vida que eu vivia De cigania antes de te conhecer De enganos livres que eu tinha porque queria Por não saber que mais dia menos dia Eu todo me encantaria pelo todo do seu ser Pra misturar meia-noite, m...

Eu me lembrei de um texto de Rubens Alves:
ResponderExcluirAh! As palavras, como são perigosas sob sua capa de fraqueza, nada mais que letrinhas, nada mais que sons... Mas o caminho que vai da palavra até lugares secretos do corpo é curto. Pra usar uma expressão querida dos mineiros, "é só um pulinho".
No filme O carteiro e o poeta, a tia vê a sobrinha voltar de um encontro com o namorado. A moça caminha em transe. A tia imagina sem-vergonhices.
"O que é que ele fez com você?", ela pergunta com voz de ira e preocupação. E se ele tivesse feito "aquilo"?
Ainda em transe, a sobrinha responde:
"Ele me declamou um poema..."
A tia sabia do poder das palavras. Sua ira se transforma em resignação.
"Ele leu um poema pra você... Então você está perdida..."
Eu, Malu, só consegui entrar como anônima. rsrsrs
Que bom recebe-la aqui no meu cantinho .
ExcluirAinda não tive a oportunidade de assistir o filme, mas ele já está na minha lista. rsrs
Sobre a tia do filme, eu concordo com ela, pois não existe sem vergonhice maior do que desnudar a alma de alguém. E é isso que o poema faz.