A linguagem da poesia

Na linguagem da poesia, em que cada palavra é pesada, 
nada é usual ou normal. Nem a simples pedra, 
ou a simples nuvem que paira por cima dela. 
Nem o simples dia ou a noite que vem depois. 
E sobretudo, nem a simples existência, 
nem a existência de seja quem for neste mundo

Wisława Szymborska 



Comentários

  1. Eu me lembrei de um texto de Rubens Alves:

    Ah! As palavras, como são perigosas sob sua capa de fraqueza, nada mais que letrinhas, nada mais que sons... Mas o caminho que vai da palavra até lugares secretos do corpo é curto. Pra usar uma expressão querida dos mineiros, "é só um pulinho".
    No filme O carteiro e o poeta, a tia vê a sobrinha voltar de um encontro com o namorado. A moça caminha em transe. A tia imagina sem-vergonhices.
    "O que é que ele fez com você?", ela pergunta com voz de ira e preocupação. E se ele tivesse feito "aquilo"?
    Ainda em transe, a sobrinha responde:
    "Ele me declamou um poema..."
    A tia sabia do poder das palavras. Sua ira se transforma em resignação.
    "Ele leu um poema pra você... Então você está perdida..."

    Eu, Malu, só consegui entrar como anônima. rsrsrs

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    Respostas
    1. Que bom recebe-la aqui no meu cantinho .

      Ainda não tive a oportunidade de assistir o filme, mas ele já está na minha lista. rsrs

      Sobre a tia do filme, eu concordo com ela, pois não existe sem vergonhice maior do que desnudar a alma de alguém. E é isso que o poema faz.

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